Muita gente achou estranho quando uma carreata de ônibus, que tinham como origem as mais variadas cidades do interior do Brasil, chegou a capital federal na manhã desta quinta-feira.
Havia quem pensasse que se tratava de mais uma destas típicas manifestações contra ou a favor do governo, as quais os cidadãos brasilianos estão cansados de assistir; enquanto outros acreditavam ser uma comitiva de paraguaios manifestando sua vontade de que o Estado brasileiro pagasse pela energia elétrica de Itaipu, e outros ainda que diziam que o comboio vinha de cidades da região para assistir ao show da banda Calypso, programado para naquela noite.
Porém, ninguém esperava que esses 432 indivíduos que, saindo dos automóveis começavam a marchar rumo ao Palácio do Planalto, muito espaçados entre si – dando a impressão de abrigarem um numero muito maior de manifestantes; que gritavam palavras de ordem como “chega da síndrome do 3º mundo”, ou “que pense pequeno quem é pequeno, pensar grande é pra gigante”, portando fuzis, pistolas e garruchas, atravessassem a Praça dos Três Poderes, disparando em qualquer coisa, animal ou individuo que se movesse em sua direção, de fato ocupasse a sede do governo federal e proclamasse sua revolução.
Diferentemente do que se esperaria de qualquer outra nação latino-americana, a Revolução brasileira não teve um grande numero de mortes, nem de combates, e nem proclamou a estatização dos meios de produção pelos proletários. O que se viu, ao contrário, foi um de seus líderes, Diego Cabral da Fonseca, de Vassouras, RJ, empunhar um I-Pod que tocava “aquarela do Brasil” e um megafone, fazendo um discurso que durou aproximadamente 5 minutos, que apenas conclamava o povo a prestar mais atenção em seu país, que agora impunha respeito nas rodadas de Doha, organizava os emergentes, incluía socialmente os mais miseráveis e mostrava ao mundo como era possível se desenvolver sem se submeter à especulação financeira e sem ficar suscetível às crises provenientes deste regime, enquanto a multidão simplesmente aplaudia, sem compreender muito bem o que acontecia.
O grupo então anunciou suas mudanças estruturais que comportavam aulas de samba obrigatórias nas escolas públicas e particulares, feijoada como prato oficial de todas residências e restaurantes brasileiros às quartas-feiras e aos sábados, o acertamento do candomblé como religião oficial do país e a canonização extra-oficial de Tom Jobim, Mario de Andrade e Caetano Veloso (o que para muitos soou como incongruência).
Quando questionado sobre a possibilidade de tomar o poder e se tornar o chefe do novo Estado brasileiro, Diego disse que se sentia seguro com Lula no comando e que este não perderia seu cargo, desde que acatasse a todas as medidas.
Lula disse amém, e a façanha foi concluída com um show de samba regado a muita cerveja e caipirinha e algumas dores de cabeça no dia seguinte.
Aguarda-se novas resoluções.
E por falar em notícias fictícias:
http://www.abril.com.br/noticias/diversao/grupo-falsifica-new-york-times-anuncia-fim-guerra-iraque-178653.shtml
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