
Hoje é o 14º dia dos ataques de Israel à faixa de Gaza e muita coisa vem sendo discutida. Por exemplo, ontem, em reunião do Conselho de Segurança da ONU, 14 países aprovaram o documento que exige o imediato cessar fogo, principalmente por parte de Israel (apenas os Estados Unidos se omitiram), mas segundo os jornais os ataques continuam.
O Hamas, grupo representativo extremista que hoje possui 16% de aprovação entre a sociedade de Gaza, chegou ao poder após enfraquecimento do Fatah, grupo moderado que hoje goza de 40% de aprovação, mas que à época parecia moderado demais aos olhos palestinos. Segundo Israel, os ataques que tiveram início no dia 27 de dezembro visaram impedir que grupos militantes palestinos continuassem a lançar foguetes contra seu território.
No Brasil, gerou-se uma polêmica sobre uma nota publicada pelo PT em seu site que afirma que "a retaliação contra civis é uma prática típica do Exército nazista", recebendo críticas de entidades judáicas brasileiras, latino-americanas e mesmo do ministro de Assuntos Sociais de Israel. A seção latino-americana do Centro Simon Wiesenthal, que luta pela punição a criminosos de guerras nazistas, com sede em Buenos Aire, disse que o comunicado do PT é "escandaloso" e "demonstra solidariedade com o antissemitismo", ao que foi rebatida pelo partido brasileiro com a afirmação de que "escandaloso é um centro de direitos humanos fechar os olhos diante da barbárie praticada contra o povo de Gaza".
A maioria dos judeus espalhados mundo a fora sempre braveja contra qualquer comparação entre o Estado de Israel e o Exército nazista, mas como classificar esse povo que toma um território e, intitulando-se eleitos por Deus, limita a cidadania deste território apenas àqueles que partilham de sua religião exclusivista por natureza? Como aceitar os ataques a civis, escolas, e tantos outros alvos que não se aliam ao Hamas? Se os Estados Unidos invadem e guerreiam vários países em nome da "democracia", Israel seria um bom começo, já que sua pré-condição de existência é completamente anti-democrática.
Em sua última graphic novel, "O complô", Will Eisner - que também era judeu - mostra como seu povo foi vítima de um grande esquema no século XIX, iniciado pela publicação dos "Protocolos dos sábios de Sião", e que acabou desembocando no nazismo do século XX. Parece que a lição foi aprendida, e hoje, assim como o terror dos extremistas muçulmanos (que nem são a maioria desse povo), o terror por parte do Estado de Israel é um dos maiores inimigos da democracia universal.
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